Ernesto Raizer Neto, Dr. Ing.
Na primeira
semana de junho de cada ano são apresentadas inúmeras notícias de ações
realizadas em favor do MEIO AMBIENTE.
Normalmente estas reportagens
contem: caminhadas com alunos em bosques, em áreas agrícolas, zoológicos, ações
de coleta e segregação de lixo, plantio de algumas espécies vegetais...
São ações importantes, porém
insuficientes e a impressão que transmitem é que MEIO AMBIENTE é algo que está
à margem, fora do círculo que nos circunda.
Enquanto não se atacar os fatores
geradores dos problemas ambientais CONSUMO, DESPERDÍCIOS e TECNOLOGIA, iremos caminhar
muito pelos bosques e coletar muito lixo e mesmo assim os problemas continuarão
os mesmos, porém maiores a cada mês de junho de cada ano.
Reduzir o consumo de recursos
naturais (massa e energia) e produtos industrializados per capita e minimizar
os desperdícios no uso e na produção, são ações que permitirão atingir o
desenvolvimento sustentável; aumentar o ciclo de vida dos recursos naturais; reduzir
o aquecimento global; a geração de poluição e outros efeitos globais.
Para tanto, não se deve esperar
políticas nacionais ou globais e sim fazê-las no dia-a-dia e de dentro para
fora, conforme a proposição por mim adaptada das cinco peles de Friedrich HundertWasser:
Minha
casa, minha rua, meu bairro, minha cidade, meu planeta,
associadas com os três princípios
de Herman Daly:
1) - a taxa de utilização de recursos naturais renováveis não deve ser
maior que a taxa de sua renovação.
2)- A taxa de utilização do recurso não renovável não deve exceder a taxa
do substituto renovável
3)- A taxa de poluição não deve exceder a capacidade de assimilação do
sistema natural.
Desta forma leva-se em conta todo
o CICLO DE VIDA DO PRODUTO e tem-se a consciência dos porquês e não apenas a
execução mecânica de algumas ações mitigadoras.
A associação destes princípios
permite que se tenham as ferramentas necessárias, tanto para a elaboração de
programas educacionais adequados e na otimização e gestão dos processos
industriais.
A perfeita aplicação destes
princípios nos garantirá, num próximo junho, um consumo de água em vaso
sanitário menor que os atuais 25 %; um consumo menor que 10 kg de água por kg de
frango processado; um aproveitamento da madeira em toras, maior que os atuais
30 %; um desperdício de energia menor que os atuais 70 % numa fundição e um
aproveitamento maior que os atuais 20 % do combustível consumido no transporte
de passageiros e, melhor ainda, INOVANDO e DESENVOLVENDO TECNOLOGIA.
Este junho diferente depende
apenas de cada um, no entanto, o benefício será universal.
O dificil não é mudar só as atitudes mais a consciencia e faze-la se adaptar a essas novas atitudes...não pensar que meus 5 min. a mais no banho não possa afetar em nada nossas gerações futuras...pensando assim multiplicaremos pelos bilhões de habitantes que possam querer desfrutar destes 5 min a mais de relaxamento...quanto egoismo com os que ainda virão e aos muitos que já sentem na pele a falta desta consciencia.
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